As acusações de envolvimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o Senador Demóstenes Torres, sem partido, abriram mais uma das incontáveis caixas de pandora no Congresso Nacional que, em um primeiro momento, promete um cataclismo apocalíptico sobre o país, mas que depois de inúmeros recessos e adiamentos cairá no esquecimento total. Basta ver como andam os processos dos envolvidos com o Mensalão, que até hoje corre em passos de tartaruga nos gabinetes e corredores o judiciário.
Muita conversa e pouca ação
Sobre o caso Cachoeira, muito tem se dito nos bastidores do Congresso Nacional. Toda hora surge um novo parlamentar afirmando que o Brasil está vivendo um momento histórico na luta contra a corrupção e toda aquela balela de sempre. No entanto, é sabido que pouca coisa deverá acontecer ainda em 2012. Isso porque se trata de um ano de eleições municipais, em que parlamentares precisam reforçar as câmaras e prefeituras com candidatos de seus respectivos partidos. Daí ninguém vai querer saber de comprar briga com um possível aliado.
Em ano de eleição surgem os heróis
No ano que vem é bem capaz que o caso siga em “banho maria”, mas é muito provável que surjam novos envolvidos, assim como serão delineados os novos heróis da democracia. E enfim, em 2014, é que serão erguidos os brados daqueles que irão queimar Demóstenes na fogueira da purificação política. Esses serão os homens que irão indicar, apoiar e se candidatar a um novo pleito nas eleições para as eleições estaduais e nacional. E depois disso, a conversa deverá voltar lá para 2020. Alguém duvida?

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