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CPI do Cachoeira vai pegar fogo?

As acusações de envolvimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o Senador Demóstenes Torres, sem partido, abriram mais uma das incontáveis caixas de pandora no Congresso Nacional que, em um primeiro momento, promete um cataclismo apocalíptico sobre o país, mas que depois de inúmeros recessos e adiamentos cairá no esquecimento total. Basta ver como andam os processos dos envolvidos com o Mensalão, que até hoje corre em passos de tartaruga nos gabinetes e corredores o judiciário.

Muita conversa e pouca ação

Sobre o caso Cachoeira, muito tem se dito nos bastidores do Congresso Nacional. Toda hora surge um novo parlamentar afirmando que o Brasil está vivendo um momento histórico na luta contra a corrupção e toda aquela balela de sempre. No entanto, é sabido que pouca coisa deverá acontecer ainda em 2012. Isso porque se trata de um ano de eleições municipais, em que parlamentares precisam reforçar as câmaras e prefeituras com candidatos de seus respectivos partidos. Daí ninguém vai querer saber de comprar briga com um possível aliado.

Em ano de eleição surgem os heróis

No ano que vem é bem capaz que o caso siga em “banho maria”, mas é muito provável que surjam novos envolvidos, assim como serão delineados os novos heróis da democracia. E enfim, em 2014, é que serão erguidos os brados daqueles que irão queimar Demóstenes na fogueira da purificação política. Esses serão os homens que irão indicar, apoiar e se candidatar a um novo pleito nas eleições para as eleições estaduais e nacional. E depois disso, a conversa deverá voltar lá para 2020. Alguém duvida?

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Calheiros é um dos catados para a presidência do Senado

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) anunciou que poderia se candidatar para ocupar a vaga do então presidente do Senado, José Sarney. Braga, que é o líder do PMDB na casa afirmou à Folha de S. Paulo que não teria problemas em pleitear a vaga, uma vez que não há nenhum oposição feita pelo Palácio do Planalto.

Camarada, senador prefere indicar

Mesmo assim, o parlamentar disse que não pretende disputar a presidência e até indicou seis nomes para ocupar o cargo em que figuram o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e até mesmo Renan Calheiros. Com um discurso cheio de ideologias, Braga diz que quer construir um caminho para a sucessão de Sarney que seja capaz sustentar a democracia brasileira.

No entanto, Braga esqueceu de citar que o próprio Sarney é um dos principais entraves para o desenvolvimento democrático, da mesma forma que a indicação de Calheiros é tão absurda quanto a uma possível nomeação de Fernando Collor para o cargo.

Senado não que falar sobre Demóstenes

Polindo ainda mais seu discurso, Eduardo Braga evitou comentar o caso do envolvimento do senador Demóstenes Torres como o empresário Carlinhos Cachoeira, investigado por suspeita de contravenção. Para Braga esse é um assunto que será tratado pela casa em um momento oportuno, quando houver informações suficientes para um posicionamento formal.

 

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